Banda Euterpe, Portalegre / A Euterpe

História da Banda Euterpe

As Bases do Passado, o Presente e o Futuro (2004- )

A história da Euterpe cruza-se com a história da própria cidade de Portalegre. As dificuldades, mas também a persistência de todos os que orgulhosamente fizeram parte desta "casa" são hoje um exemplo.

A associação conta agora com mais de um século e meio de existência. Passou por diferentes regimes e crises mundiais. Foi obrigada a mudar de instalações diversas vezes e os problemas financeiros uma Euterpe que soube sobreviver e adaptar-se.

Sabia que...

Sabia que o nome Euterpe foi adotado em homenagem à musa grega protetora da música e da poesia?

A Banda da Sociedade Musical Euterpe teve entre 2003 e 2018 um dos seus períodos de ouro, sob a Direção Musical do Maestro Manuel Henrique Ruivo. Dando continuidade a um positivo trabalho iniciado no final da década de 1970, Henrique Ruivo procurou atrair mais jovens à Banda e continuar a melhorar a imagem do grupo para o exterior. Trabalhar um repertório mais atrativo e modernizar os métodos de ensino na Escola de Música foram os primeiros passos de um percurso de 15 anos.

Os bons resultados são espelhados por uma maior e melhor intervenção da Euterpe enquanto agente cultural da cidade de Portalegre. A Banda organiza anualmente e desde 2004 o seu próprio Festival de Bandas Filarmónicas e a produção de novos e diversificados espetáculos tornou-se tradição na comemoração de cada aniversário da associação. Destacam-se o concerto pedagógico com a participação do Maestro António Victorino d'Almeida, "Estórias de Amor", com a colaboração da Companhia de Dança de Lisboa, ou o concerto de 2008 com a participação de solistas do Coro do Teatro Nacional de S. Carlos.

É, de resto, difícil em poucas palavras escrever os nomes de todos os grupos e artistas individuais com os quais a Banda Euterpe se orgulha de ter partilhado o palco. A colaboração entre a Euterpe e outras entidades locais e nacionais é uma das principais características do trabalho desenvolvido nos últimos anos.

Na formação, a Euterpe passou a contar com uma Banda Juvenil, criada em 2012 e que organiza o seu próprio festival anual, trazendo a Portalegre dezenas de jovens músicos. A Escola de Música foi reestruturada em 2014, trazendo mais alunos à associação.

Em 2013, "animação de rua" passou a ser expressão recorrente na Euterpe, com a criação da Trupe Euterpe.

Como resposta à necessidade de chegar a um público mais vasto e à evolução tecnológica, a produção de espetáculos e a imagem da Banda ganham atualmente uma especial importância no trabalho da Euterpe. O espetáculo comemorativo dos 154 anos é o primeiro exemplo dessa aposta. Com o nome "Filmes em Concerto", os cerca de 45 músicos que compõem a Banda, acompanhados por mais meia centena de artistas, já tiveram oportunidade de atuar para mais de 2000 pessoas, que se deslocaram ao Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, ao Teatro Garcia de Resende, em Évora, ao Anfiteatro da Portagem, no concelho de Marvão, ou ao recinto do Monforte Ex-Líbris.

2017 marca a aposta no Estágio de Orquestra de Sopros (EOSSME), que tem vindo a crescer e a tornar-se um dos eventos de referência nas agendas de vários músicos amadores de todo o país.

Já em 2018, encerrou-se um dos mais belos capítulos da história da Euterpe, com a saída do maestro Henrique Ruivo, que procurou nesta fase da sua vida estar mais próximo da sua família. Contudo, o futuro é promissor. Com uma equipa unida e cada vez mais capacitada para desenvolver um bom trabalho e com a chegada de Carlos Almeida, um filho da terra, para a direção artística da banda, podemos esperar a continuidade do trajeto de sucesso que tem pautado a história recente desta associação.

< (1974-2004)

Cronologia

Quer Saber Mais Sobre a Banda Euterpe?

Descarregar Livro da Fundação Robinson - 17: Sociedade Musical Euterpe

Momentos

Video Euterpe
Conheça mais sobre a história da Euterpe e recorde a Banda em 2010, neste vídeo realizado por ocasião dos 150 da associação. Produzido por: FCSH/IELT/MEMORIAMEDIA, para a Fundação Robinson